domingo, 16 de agosto de 2015

E não há duas sem três...

SALUT!

Sim! Eu sou o Marido Gourmand e esta é a minha estreia neste canto da blogosfera. A ideia foi mesmo da senhora minha esposa e eu subscrevo-a a 100%...! Entre várias razões, queremos desmistificar a distância que nos vai separar fisicamente ao longo dos próximos meses. Bem contados serão 13 meses em que eu ficarei na cidade luz e a R volta a Lisboa.

Confesso-me uma pessoa feliz! Sempre trabalhei na área que gosto e estou a especializar-me em Medicina Interna de Animais de Companhia (sim...para quem não percebe do assunto, também é possível sermos especialistas em várias áreas da Medicina Veterinária....neurologia, cirurgia, dermatologia, cardiologia, oncologia, oftalmo...e Medicina Interna). Medicina Interna resume várias sub-especialidades (como a uronefrologia, a gastroenterologia, a endocrinologia...) e é o meu foco profissional. Como nada disto de ser especialista geralmente é fácil, (ainda) não é possível sê-lo  sem sair de Portugal (especialista de verdade...porque "pseudo"...há quem ande a tratar disso e há mesmo um grande "reboliço" sobre o assunto, recentemente explorado nos media mas que não interessa para este post). Para se ser especialista na respectiva área há que exercer exclusivamente essa área durante 3 anos e supervisionado por alguém que já tenho o diploma de especialista (o qual pode ser europeu ou americano, de acordo com o respectivo colégio de especialidade).

Pois eu, na saga de seguir esse sonho e mês e meio (sim 45 dias!) depois de ter casado, aventurei-me numa saga de 3 anos num centro de referência em Paris onde se pode obter o titulo de especialista. Para isso, troquei o bom de Portugal pela cultura francesa em Janeiro de 2014.

Foi fácil? Claro que não...! Sobretudo porque a R ficou em Portugal...e com ela o Pepi, o "nosso" filho canino que também deixei em terras lusas. Nunca falar por skype ou whatsapp teve a dimensão que lhe demos...! E não só era difícil lidar com isso como também tinhamos que ouvir (à esquerda e à direita) as famosas más-linguas (que nascem de um cruzamento entre sopeiras e mal casadas com uma herança genética de víboras) que nos brindavam à primeira curva com um "então...cada um faz as suas escolhas..."..."então...o seu Marido está em França e você cá? Não acho isso normal"..."então a esta hora já ele está com uma francesa e você anda aqui...". Felizmente nunca me cruzei com certas pessoas dessas mas a R viveu bem na pele o que a sociedade pensa sobre relações à distância.

A distância foi abrandada em Junho de 2014, a R conseguiu uma licença sem vencimento e juntou-se a mim nesta aventura. Encontrou o seu nicho laboral no mesmo hospital, num outro serviço, na reabilitação e fisioterapia. A experiência permitiu-nos estar juntos e viver parte do primeiro ano de casados juntos como um casal normal...mas em condições para-normais (morámos em 28m2, e nem vos digo nem vos conto como é gerir uma mulher com roupas e sapatos, num T0!).
Vicissitudes laborais e médicas (carregar com cães forçosamente colmata em dores de costas e hérnias discais), a R vai voltar de novo para Portugal muito em breve (dentro de 3 dias). Então, vamos voltar de novo à triste experiência de um relacionamento à distância...!

Este blog não fala portanto de bebés (por enquanto!), não fala directamente de viagens, não fala de revistas do social...este blog fala de nós...de um casal normal como tantos outros, mas que tem que lidar com a distância e tentar relativizá-la da melhor forma que existe. Não devemos ser os unicos nesta saga...mas esperamos brindar famílias e amigos com o melhor das nossas experiências...

E porque não há duas sem três...o meu post colmata o lançamento do blog...

Um abraço de Paris!



2 comentários:

  1. Acho que inauguro os comentarios, sem acentos e Cs de cedilha por que em UK nao usam dessas coisas... Sim, porque eu sei bem do que falas... Recem casada, a viver em Londres e o marido no Japao... Mas adoro a vossa iniciativa e coragem para partilhar a experiencia! Porque de tudo se tiram boas experiencias!! ;)

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  2. Obrigada Joana! Coragem também para ti! Os teus comentários serão sempre bem recebidos, porque é essa partilha de experiências que nos ajuda a aguentar a distância e a sorrir quando nos apetece chorar de saudade.

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