Um dia sem vir ao Blog e já sentia falta! Cheguei ontem a Lisboa e foi um dia estranho e cheio de emoções. Deixei o Rodolfo em Paris e decidi vir ontem, porque ele trabalhou e acreditei que a despedida seria menos dura, sem idas ao aeroporto (traumatizantes para nós), mas doeu na mesma (sim, como na primeira despedida no aeroporto da Portela em Janeiro de 2014).
Recordar é viver e nunca essas palavras fizeram tanto sentido como agora! Quando estamos longe de quem amamos tudo nos remete para essa pessoa...uma música, um cheiro, uma situação hilariante que certamente só ele (tu Rodolfo) iria perceber.
Mais engraçado é pensar que durante os meus 5 anos de faculdade nunca olhei para a pessoa que hoje faz parte de mim e que é a "minha pessoa". E olhem que ele é grande e fala alto! Ainda lhe falta aprender algumas coisas, como perceber que peça de roupa da Z. é que poderia comprar-me sem que eu fique a olhar para ele com aquele ar " A sério? !", não percebe porque é que gosto de hotéis giros, flores...qual é o interesse de dar flores? Mas sim, és a minha Cristina Yang (digam-me que são fãs da Anatomia de Grey)!
Só se valoriza quando se perde? Não é totalmente verdade, mas sem dúvida que só perdemos o nosso tempo a pensar nisso quando nos apercebemos de que o que temos diariamente e que damos como " normal" é, na verdade, MUITO E BOM!
É um exercício interessante (cardíacos não devem fazer este tipo de exercício, porque é mesmo muito duro, faz doer o coração e a alma) e que nos permite agradecer a pessoa que temos ao nosso lado. É caso para dizer, tudo na vida pode ter um lado positivo.
Será que homens e mulheres sofrem da mesma forma? Eu choro muito, por tudo e por nada...filmes, despedidas, irritações...sei lá porquê! Liberta-me! E acho que posso dizer Felizmente, o meu R é um homem sem problemas em chorar, que diz "amo-te" e "tenho saudades tuas"...e que bom que isso é.
Não critico quem opta pelo silêncio, pela tranquilidade da auto-reflexão, mas nesta família tudo é partilhado, discutido e vivido, por vezes de forma exagerada... somos assim.
Voltar para Portugal é bom, mas estranho por estar cá sem o meu R, ainda me sinto uma "intrusa" de volta à Pátria, mas cada dia será um bocadinho melhor. Ainda não tive tempo para descansar, mas olhar pela janela e ver este final de tarde (ver foto) deu-me um bocadinho da paz que espero encontrar passo a passo.
Nos próximos dias vou andar entre praia (caso o S. Pedro seja meu amigo), procura de emprego e a nova função de Mestre de Obras, sim porque alguém tem que remodelar aquela que será a nossa casa portuguesa nos próximos tempos....isto promete!
Até breve!

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