quarta-feira, 18 de novembro de 2015

A terra dos macarrons deixou de ser a cidade do amor...

Paris...a cidade mudou, as pessoas mudaram, 6ª feira dia 13 de Novembro marcou o início de uma nova fase na vida dos franceses, da Europa e, penso que posso dizer, do Mundo.

Quando ontem vi uma criança Portuguesa, com cerca de 8 anos dizer que não sabia bem porque é que os terroristas atacaram, eu pensei " Como é que se explica isto a uma criança, quando mesmo nós adultos estamos confusos?". Depois o menino francês que dizia ao pai que tinham de mudar de casa, porque aqueles senhores são mesmo maus, têm armas e podem matá-los, e o pai responde " As flores e as velas vão ser a nossa protecção!". É bom ser criança e ainda poder acreditar no que os adultos nos dizem, e a nós adultos, quem é nos pode acalmar?

Tenho o meu marido no " campo de batalha", com algum exagero que esta designação possa incluir...a verdade é que é isso que sinto. Estamos numa Guerra, o formato é diferente da I e II Guerras Mundiais, mas é isso que está a acontecer.
Acredito nas forças de Segurança, mas também acredito que o Estado Islâmico não está para brincadeiras. Assusta-me ver miúdos de 20 e poucos anos com bombas coladas ao corpo, que se fazem explodir porque lhes vendem " fantasias", porque acreditam que sorrir, beber, dançar, namorar são coisas de infiéis! Ao que nós chegámos!

O amor tem que vencer, a união entre as diferentes culturas e religiões pode fazer-nos derrubar este inimigo louco, mas qual será o caminho e quantos mais inocentes terão que morrer antes de voltarmos a ter Paz?

Ontem estava a ver um programa de culinária no 24 Kitchen, que tem Paris como cenário...mas Paris antes de dia 13/11, Paris como eu me lembro e tive saudades, verdadeiramente como ainda não  tinha sentido desde que  regressei a Portugal.

O Rodolfo está bem e transmite-me um cenário de tranquilidade na zona onde mora, os dias são como todos os outros e os colegas de trabalho evitam falar neste assunto. A vida continua e seguir em frente é a melhor forma que os franceses (e emigrantes) encontraram para darem a volta.

Hoje o post é mais pesado do que o habitual, mas é realista e faz parte desta nossa história de um amor à distância.

E é com esperança (e o coração apertado) que termino.

Pray for Paris


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